O ambiente de negócios brasileiro inicia 2026 sob o signo da incerteza. Mesmo em um ano marcado pelo calendário eleitoral, o setor produtivo mantém o foco em uma agenda densa que inclui os desdobramentos da reforma tributária, a revisão do Simples Nacional e a polêmica discussão sobre o fim da jornada de trabalho na escala 6×1.
O cenário é de cautela, reflexo de alterações legislativas recentes que já resultaram em ações judiciais e insegurança jurídica.
Lei Complementar 224/25
A maior preocupação imediata das empresas recai sobre a Lei Complementar 224/25. A norma, que promoveu um corte linear de 10% em benefícios fiscais federais, é classificada por lideranças setoriais como uma “pauta-bomba”.
A principal crítica envolve a alteração na lógica do lucro presumido para empresas com receita superior a R$ 5 milhões, o que elevou a carga tributária e afetou o fluxo de caixa, especialmente no setor de serviços.
Entidades representativas, como o Sescon-SP e a Confederação Nacional de Serviços (CNS), já acionaram o Judiciário. Enquanto o Sescon-SP ingressou com mandado de segurança coletivo e atua no Supremo Tribunal Federal (STF), outras frentes questionam a constitucionalidade da medida.
Até o momento, o desfecho é incerto: embora existam liminares favoráveis aos contribuintes, a União tem obtido vitórias na maioria das decisões em instâncias inferiores.
Reforma Tributária e Simples Nacional
A transição para o novo sistema tributário entra em uma fase operacional decisiva este ano. Empresas de todos os portes precisam revisar contratos, sistemas de precificação e processos internos para se adequarem à nova realidade.
Representantes como Luigi Nese, da CNS, alertam para a falta de definições claras sobre as alíquotas do CBS e do IBS, além da ausência de um projeto que compense o aumento da tributação sobre a folha de pagamentos.
Paralelamente, a atualização do teto de faturamento do Simples Nacional e do MEI é vista como urgente. A defasagem dos limites atuais tem criado distorções que punem o crescimento das micro e pequenas empresas, impondo saltos bruscos na carga tributária quando elas ultrapassam determinadas faixas de receita.
Agenda legislativa e trabalho
A pauta trabalhista também promete tensionar as relações entre capital e trabalho. A Confederação das Associações Comerciais do Brasil (CACB), através de Anderson Trautman, monitora de perto a proposta de fim da jornada 6×1 e as novas regras para o trabalho em feriados no comércio.
Esta última, regida por portaria do Ministério do Trabalho, exige autorização via convenção coletiva e deve passar a vigorar plenamente em maio.
Especialistas jurídicos prevêem que a clareza sobre esses temas — que incluem ainda a nova tributação sobre lucros e dividendos da Lei 15.270 — só virá com o tempo.
A expectativa é que muitas dessas discussões se arrastem nos tribunais superiores por anos, mantendo o planejamento das empresas em estado de constante revisão.
Entre em contato conosco para esclarecer suas dúvidas, solicitar suporte, resolver problemas ou dar sugestões. Veja todas as opções de contato disponíveis.
Rua Professora Arlete Lago Serra, 13, Quadra 14 - Cohama São Luís/MA - CEP: 65073-830
Rua Castelo de Alcobaça Nº 333, Castelo - Belo Horizonte – MG - CEP: 31330-040
(98) 3221 5560 | 3231-7553
(98) 98874-1609
(98) 98832 4639
mpcontabilidade87@gmail.com
Venha fazer uma parceria de Sucesso! Encontre em nossa empresa tudo o que precisa.
Sitecontabil © 2020 - 2026 | Todos os direitos reservados